Minha intenção é publicar aqui as reflexões que me ocorrem a respeito dos textos que leio, das músicas que ouço, dos diálogos que tenho com as pessoas, e das respostas que me são dadas pelo silêncio... e que me fazem sentir que, de alguma forma, trouxeram alguma inspiração. Afinal, o universo ao nosso redor só se torna inteiramente bonito quando conseguimos dar a ele algum significado; e, especialmente, quando sentimos necessidade de compartilhá-lo.
Eis-me aqui. Vendo espigas de milho. É o que faço para poder sobreviver.
CLIQUE NA SETA
"La violetera" - do filme "City Lights" - Charlie Chaplin
https://www.youtube.com/watch?v=JVieXBTm10k
Te ofereço uma lembrança. Guarde contigo a leitura que fizeste da minha pessoa, em sua foto. Talvez essa leitura possa conversar com o seu próprio coração. Se isso acontecer, estou certa de que vendedoras de milho de seu país terão motivos para te agradecer...
De alguma forma, pelo vento, pelo ar, ou por qualquer forma de transmissão de energia, eu conseguirei sentir a nobreza de seus gestos... e terei bons motivos para seguir em frente.
Tom Jobim - "Chovendo na roseira" (Double Rainbow)
https://www.youtube.com/watch?v=kAzR6jWWNYk
Ontem, enquanto trafegava por uma rodovia, eu ia observando a paisagem. Lembrava-me de ter passado por ali havia poucas semanas, e que os campos secos, sem vida, judiados pelo calor, haviam apagado minha alegria de ver o sol.
Entregue às razões da natureza, a terra padecia. Sem fontes para fornecer energia, ela fazia sofrer toda a vegetação.
Com a chuva dos últimos dias a terra nutriu-se de forças e voltou a respirar: renovou-se de esperanças de poder verdejar.
Agradecida, a vegetação fez do amarelo queimado a pintura de um verde alegre.
Toda a vegetação, vagarosamente, vestiu-se de beleza... Inspiradas pelo vento, as folhas das árvores dançavam e acenavam alegremente para a alegria dos meus olhos, e para quem quisesse vê-las...
Oxalá fossemos também - e sempre - assim: capazes de inspirar, uns aos outros, esperanças de renovação, e de agradecer, com beleza, sem a necessidade de aplausos.