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'Na
Musica Domenico Modugno/Alberto Pugliese
'Na Musica sulo sulo me ne vaco Senza manco 'nu pensiero Pe' 'sti strade senza sole Pe' 'sti strade furastiere
Quanno impruvisamente 'na musica se sente... ...'na musica...'na musica ... ched' è esta musica?
Pecchè chesta musica me porta luntano. Luntano addó nun posso cchiu turná?
Pecchè chesta canzone me sceta 'na pena. 'na pena ca io credevo 'e me scurda?
...e ciento ...e ciento voce pe ciento strade ca vanno a mare... ...'na voce ...'a voce soja. Ca chiamma ancora a me...
Pecchè chesta musica me porta luntano? Pecchè 'sta voglia 'e chiagnere me
vene? |
Uma música
Uma música Só, só, vou-me embora Sem sequer um pensamento Por estas estradas sem sol Por estas estradas estrangeiras
Quando subitamente Ouve-se uma música ...uma música...uma música ... de onde vem essa música?
Porque essa música me leva longe, longe, de onde não posso mais voltar?
Porque essa música Me traz uma dor Uma dor que eu acreditava que poderia
esquecer?
...e centenas...e centenas de vozes por centenas de estradas que vão
para o mar... ...'uma voz ...a sua voz Que ainda me chama...
Porque essa música me leva tão longe? Por que me vem essa vontade de
chorar?
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Minha intenção é publicar aqui as reflexões que me ocorrem a respeito dos textos que leio, das músicas que ouço, dos diálogos que tenho com as pessoas, e das respostas que me são dadas pelo silêncio... e que me fazem sentir que, de alguma forma, trouxeram alguma inspiração. Afinal, o universo ao nosso redor só se torna inteiramente bonito quando conseguimos dar a ele algum significado; e, especialmente, quando sentimos necessidade de compartilhá-lo.
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
POR ESTAS ESTRADAS ESTRANGEIRAS
https://unsplash.com/pt-br/fotografias/uma-pessoa-andando-por-uma-estrada-de-terra-na-floresta-PI4f5w4TFTs
Uma música... vou ouvindo, ouvindo... ouço ao mesmo tempo, e involuntariamente, diversos outros sons ao meu redor. Mas... para se ouvir uma música, de verdade, é preciso muito mais do que somente e simplesmente dois ouvidos. É preciso silêncio, concentração, imersão... coração... ausência de movimentos, pernas e braços em repouso. De uma nota a um acorde, e de acordes em arranjos harmoniosamente combinados... eu vou indo... a gente vai indo... Acontece que os movimentos não aparentes são incontroláveis: parado, eu vou indo, a gente vai seguindo, caminhando, transitando... Eu me levanto... da pequena janela da sala passo pelo quintal; do quintal ao telhado, à esquina... voando... da esquina ao parque, à praça... de lá, rumo à estrada, ao mar, pelo ar... vou indo... por entre nuvens... e vejo tanta gente passando... Sentado, ouvindo... voando... passo pelo MASP, pelo Cristo Redentor, Buenos Aires, Tijuana, Shelter Island... Istambul, Beirute, Roma, Afeganistão... E dançando no espaço, uma combinação de arranjos e desarranjos partindo de uma nota só... Quieto, ouvindo... visitado por ideias sensatas e ideias absurdas...
É quando então percebo a necessidade de recolocar os pés no chão, pra me levantar e pôr uma gravação dos Beatles pra tocar... Bem alto... por puro instinto... Pra não ficar louco... Ou será que isso já é irreversível? Não sei. Preciso conversar com o meu violão... pra depois poder contar o resto...
Domenico Modugno - "'na musica" (Modugno/Pugliese)
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