terça-feira, 30 de julho de 2013

VITA BREVIS




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(Judith Jáuregui - Valsa da Dor, de Villa-Lobos)



"A vida é breve, 
mas cabe nela muito mais 
do que somos capazes de viver"
(José Saramago)


     Buscando mensurar a verdade contida nesse axioma do José Saramago, penso no infinito imaterial de que somos dotados, todos nós, em somatória, e cada um de nós, individualmente. Lá dentro tudo é possível, tudo é desejado e tudo é imediato! 

     Mas a alma infinita habita o corpo limitado. Daí a necessária compreensão de que há algo além, inatingível, utópico. Se assim não fosse, se não vivêssemos movidos pelas utopias, não haveria sentido em nada...  e a vida, então vazia de encantos, perderia o seu sentido... 

      Ao interpretar "A valsa da dor", do Villa-Lobos, a pianista espanhola Judith Jáuregui saiu de si mesma. Transcendeu. Foi transportada sabe Deus para onde, e para que tempo. Mas estou certo de que, no momento em que tocava a valsa, a partir daquela sala e naquele piano, tão longe e tão perto, o lugar onde esteve foi também aqui e agora, onde me encontro... Aqui e agora, nessa pequena sala, onde ouço sua interpretação, e de onde parto para muito além do que posso imaginar. 

("Piano Recital" - Sera Knight - fonte: http://www.seraknight.co.uk/music-paintings/IMGP0558_550.jpg)

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