quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

GUARÁ, NATAL DE 2006


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("First of May" - The Bee Gees)


"As árvores são poemas que a terra escreve sobre o firmamento. 
Derrubamo-las e transformamo-las em papel para registrar nosso vazio".
(Gibran)


     Em 2006, depois de ter passado em Guará o Natal na companhia de minha mãe, minha irmã e meus entes queridos, eu retornava para Ribeirão - a terra que me acolheu. Trazia o coração apertado. Sem querer chegar na rodovia, trafegava lentamente pela rua principal. Ao passar pela estação rodoviária, porém, olhei pelo retrovisor do carro e me deslumbrei com os movimentos de despedida que me eram feitos por uma árvore. Alegremente e em flores amarelas ela acenava para mim.

     Era uma belíssima acácia-amarela que, com muita graça, dançava e fazia suas evoluções ao sopro tímido do vento. Parei o carro, desci, olhei-a atentamente, e a fotografei: não poderia deixar que ela, vestida de tanto encanto, desaparecesse. Aos que chegavam ela dava as boas vindas; aos que partiam, desejava uma boa viagem... e permanecia ali, simplesmente encantando... 

     Hoje, emoldurada em um pequeno quadro, aquela acácia-amarela é uma doce lembrança que ornamenta uma das paredes do meu escritório.


(Acácia-amarela - foto: arq. pessoal)

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